Sem categoria

Mentoria como estratégia invisível

Mentoria como estratégia invisível

Em empresas familiares, falamos muito de planejamento sucessório, conselhos consultivos, governança. Mas há uma engrenagem silenciosa, raramente estruturada, que determina se tudo isso vai funcionar de fato: a transmissão viva de cultura, valores e know-how entre gerações. E é aqui que a mentoria se revela. Não como um programa corporativo genérico, mas como um processo intencional, interno, contínuo — onde os líderes mais experientes da organização assumem, com consciência, a missão de preparar os próximos. A lógica parece simples: ninguém pode herdar aquilo que não foi compartilhado. Mas o que vejo na prática são herdeiros, sucessores e jovens executivos tentando decifrar a cultura da empresa por osmose, enquanto os detentores do “saber tácito” permanecem ocupados demais, ou desorganizados demais, para transmitir o que realmente importa. Como dizia Peter Drucker, “a cultura devora a estratégia no café da manhã” — e a cultura, em empresas familiares, é passada de pessoa para pessoa, por convivência e por exemplo. O que se perde quando a mentoria não existe? Perde-se a narrativa: os “porquês” por trás de decisões importantes, crises superadas, histórias de superação. Perde-se o ethos: aquele jeito único de fazer as coisas que nenhuma cartilha explica. Perde-se a inteligência emocional da liderança: o conhecimento relacional que sustenta decisões complexas. E, com o tempo, perde-se o engajamento — porque ninguém pertence verdadeiramente a uma cultura que não compreende. Empresas familiares precisam ir além do improviso. Precisam institucionalizar programas de mentoria, com critérios claros, apoio da governança e alinhamento com os ciclos de sucessão. A mentoria deixa de ser um gesto individual e passa a ser uma ferramenta estratégica de continuidade. “Liderar é cuidar para que a cultura sobreviva à nossa ausência.” — Adaptado de Manfred Kets de Vries, INSEAD Quando os melhores líderes de hoje se tornam mentores dos líderes de amanhã, cria-se uma ponte sólida — que sustenta transições e prepara o futuro sem perder o sentido do passado. Fontes de referência: IBGC – Governança em Empresas Familiares; Manfred Kets de Vries – Family Business on the Couch; Harvard Business Review – The Forgotten Role of Mentorship in Succession Planning; ICF – Mentoring vs. Coaching: Understanding the Difference in Organizational Contexts

Mentoria como estratégia invisível Read More »

A sucessão emocional e a sucessão estratégica

A sucessão emocional e a sucessão estratégica

Em certa conversa com um herdeiro de uma grande empresa familiar, ele me disse: “Meu pai tem 78 anos. Ele criou todo esse valor do zero! Tem muito apreço pela empresa, assim como nós, os herdeiros, que acompanhamos parte de seu esforço, dedicação e pioneirismo. Mas ele tem muita dificuldade em delegar e quando falamos sobre preparação de sucessores ele muda de assunto. E diz que ainda está em plena forma. Felizmente está mesmo, mas essa postura deixa uma neblina no horizonte futuro da empresa. Estamos preocupados.” Esse relato, embora pessoal, é tristemente comum. A literatura e a prática nos mostram que a sucessão não começa com o sucessor. Começa com o sucedido — e, na maioria das vezes, o maior obstáculo à continuidade saudável da empresa é justamente quem a fundou. Segundo o IBGC, mais de 65% das empresas familiares brasileiras não têm um plano de sucessão formalizado. Mas ter esse plano, por mais bem estruturado que seja, como aponta o professor Manfred Kets de Vries (INSEAD), não garante o sucesso pois o processo vai muito além da estrutura: ele é profundamente psicodinâmico. Envolve luto, identidade, poder e, sobretudo, o medo do esquecimento. Fundadores, especialmente os de primeira geração, se confundem com suas empresas. Eles são a cultura, a história, o pulso. Pedir que “larguem o comando” é, muitas vezes, como pedir que abram mão de quem são. E é aqui que a governança sozinha falha — porque a sucessão não é um projeto técnico. É um processo humano. Já acompanhei famílias em que o plano estratégico era exemplar, mas a conversa real — aquela sobre legado, medo, ego, amor e frustração — nunca acontecia. Nesses casos, o que paralisa não é a falta de estrutura. É o silêncio afetivo. Por isso, ao abordar um processo sucessório, costumo começar por uma pergunta ao fundador: “Que papel você gostaria de ocupar quando não for mais o CEO?” A resposta, quando vem, costuma revelar tudo: as dores, os desejos ocultos, os vínculos não resolvidos. A boa sucessão exige mais do que um plano. Ela exige coragem emocional, espaço de escuta, e a presença de alguém neutro que possa trazer perguntas difíceis sem ameaçar os afetos envolvidos. O coaching executivo e a governança familiar moderna atuam justamente nesse ponto de intersecção entre o sistema organizacional e o sistema emocional. Ambos precisam ser tratados — ou um sabotará o outro. Talvez a pergunta mais estratégica não seja “quem assume agora?”, mas sim “Como preparamos o fundador para esse novo capítulo da sua história?” Fontes: • IBGC – Governança em Empresas Familiares • Kets de Vries, M. – Family Business on the Couch • PwC – Global Family Business Survey • Experiência prática da autora em processos de coaching executivo e sucessão familiar

A sucessão emocional e a sucessão estratégica Read More »

Ai e Atrofia Cerebral

A Inteligência Artificial e a Atrofia Cerebral

Lendo um excelente artigo da Dra. Eva Aladro Vico, Professora de Teoria da Informação, Universidade Complutense de Madri, alguns pontos me chamaram a atenção por trazerem fundamento para minhas preocupações empíricas… Cada nova ferramenta que os humanos inventam nasce com a intenção de facilitar uma determinada necessidade. Mas todas as ferramentas têm a possibilidade de produzir o efeito oposto ao que se pretendia com elas quando usadas de forma extrema. É o que explica a Lei da Reversão, de Marshall McLuhan, segundo a qual todo meio ou ferramenta humana, usado de forma exagerada, produz o efeito oposto ao desejado, colapsando o sistema para o qual foi criado. A Lei de Reversão diz, entre outras coisas, que o uso massivo e indiscriminado de inteligência artificial para estudar e resolver questões acadêmicas poderia gerar uma reversão muito séria das capacidades intelectuais humanas, pois a inteligência humana é um músculo: cresce ou atrofia à medida que é usada e exercitada. Vários estudos médicos mostram que a ginástica mental é a chave para prevenir o declínio cognitivo. Desde 2015 estudos já alertavam para os perigos da “amnésia digital”, também conhecida como “efeito Google” que seria a perda de informações armazenadas em nossos cérebros, devido ao uso constante de inteligência digital; e a drástica redução de nossa memória, nossa capacidade de lembrar. Geoffrey Hinton, ganhador do Prêmio Nobel, explica que esses sistemas logo superarão a inteligência humana, não apenas pelo fim a que se destinam, mas por causa da recessão intelectual que podem produzir por substituírem nosso processo intelectual de construção de conhecimento- pesquisar, memorizar, refletir concluir e resumir ou conceber informações por conta própria. O que acontece na mente de um jovem universitário se ele pede à inteligência artificial que sugira um tópico de análise, ideia ou abordagem para cada tarefa acadêmica, para gerar um resumo de um longo livro que ele não lê, de uma teoria complexa que ele não entende ou de um conjunto de contribuições de autores que ele não vai revisar? Com o tempo, de que irá se alimentar a Inteligência Artificial?

A Inteligência Artificial e a Atrofia Cerebral Read More »

Mundo Corporativo: Iaci Rios diz o que é preciso para você ser um Coach

Mundo Corporativo: Iaci Rios diz o que é preciso para você ser um Coach

“Eu faço uma comparação do coach como uma pessoa que pega uma carona na jornada de desenvolvimento do indivíduo, vai com ele de co-piloto por um pedaço desta jornada e em um determinando ponto desta trajetória ele desce e a pessoa segue sozinha” — Iaci Rios, IMR Coach e Desenvolvimento A profissão de coach não é regulamentada na maior parte do mundo, o que não significa que qualquer pessoas esteja habilitada a exercer essa função. O ideal é que o profissional tenha recebido formação específica e seja capaz de entender que, apesar de seu papel ser de apoio ao desenvolvimento individual, não pode interferir nas escolhas do cliente. Esse foi um dos alertas feitos por Iaci Rios, da IMR Coach e Desenvolvimento, representante da Erickson International, no Brasil, entrevistada por Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Perguntada sobre cuidados que um profissional deve ter para fazer coaching, Rios recomendou: “Que procure uma boa formação, uma formação sólida, e para escolher uma formação solida, a escola tem de ter um conjunto de princípios e valores, uma filosofia por trás de seu modelo de ensino, uma boa base conceitual e uma boa metodologia. Essas escolas são provavelmente escolas certificadas pela ICF — International Coach Federation… esse é o caminho” O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Vendramini e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Iaci Rios diz o que é preciso para você ser um Coach Read More »

Busque Conhecimento

Busque Conhecimento

Hoje temos muitos problemas! Muitos desafios relativos à sociedade, ao clima e meio ambiente, à política, à economia, à saúde, às profissões, ao ambiente de trabalho, ao autodesenvolvimento, à educação dos filhos… As mudanças exigem novos comportamentos, novas competências, novas carreiras, novos posicionamentos. A velocidade com que se cria e se veicula informação, gera stress! Hoje vivemos muito mais o culto ao dever do que o culto ao querer, o que gera exaustão. Não temos tempo para planejar, temos pouca visibilidade do futuro- temos que fazer tudo “em Beta”. E estamos sempre atrasados. E quando temos problemas, pensamos neles, falamos sobre eles. Berg e Szarbo, 2 psicólogos e pesquisadores constataram que, quanto mais falamos sobre problemas, mais presos aos problemas ficamos. Ficar preso a problemas causa stress, ansiedade, angustia, baixa autoestima, depressão… A depressão afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo dados da OMS. Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas. E em meio a tanta pressão surgem as perguntas: e eu, nisso tudo? Qual meu papel aqui? Qual o meu valor aqui? O que eu quero? As pessoas buscam apoio para essas reflexões. Não é apenas o coaching que vem sendo muito procurado, mas também os profissionais que atuam na área de saúde mental. Na sociedade de hoje, quando procuramos apoio e assistência pessoal, temos a sorte de descobrir que existem várias profissões e caminhos para escolher. Podemos recorrer a psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, consultores, conselheiros e mentores quando estamos trabalhando para encontrar ajuda no gerenciamento de diferentes áreas de nossa saúde, vidas e emoções. Todos têm uma abordagem única e valiosa para as conversas que têm com seus clientes, e todos são capazes de coexistir e apoiar-se nessa singularidade. O campo e a profissão do coaching são relativamente novos.. Durante os anos 90, a profissão de Coach surgiu como um campo único em escala global. A demanda por coaching e pela formação em coaching cresceu rapidamente e agora está disponível em todo o mundo. Como as outras profissões mencionadas, o coaching tem uma abordagem, estrutura e valor exclusivos para seus clientes. É completamente separado do aconselhamento e da psicoterapia, fornecendo um tipo diferente de apoio para o desenvolvimento e gerenciamento de áreas de nossas vidas. Mas atenção, Coaches!! existem situações onde o Coach não está capacitado para atuar e apoiar uma pessoa. Segundo orientação da ICF- International Coach Federation, existem situações em que o Coach deve encaminhar a pessoa para outro profissional- um psicólogo ou psiquiatra. Quando? 1.Quando a pessoa estiver com seu funcionamento diário afetado, como: cuidados pessoais, distúrbios importantes de alimentação, abuso de substâncias como álcool e outras, sua vida profissional fora de controle, dificuldades de cuidados com a casa, com a família, com o lazer, problemas para dormir, ou estiver apresentando muita dificuldade de seguir em frente no processo de coaching- não evoluindo. 2.Situações de emergência: quando o Coach acredita/percebe que seu cliente está no risco iminente de agressão a sí mesmo ou a outros, ou quando o Coach percebe o risco, mas fica inseguro sobre ser ou não iminente. Em caso de risco iminente, até se recomenda o acionamento dos sistemas de apoio do município. O Coach deve ter esses contatos em mãos. Mas, para a grande maioria das situações, eu realmente percebo que o Coaching ocupa um lugar de apoiar as pessoas na criação de um tempo e um espaço para se conectarem consigo mesmas e descobrirem seu lugar no meio desse mundo tão efervescente!

Busque Conhecimento Read More »

Promovendo a mudança global

Promovendo a mudança global

Nunca houve momento mais interessante e fascinante para se viver. Com o avanço da tecnologia, da ciência, da comunicação e do progresso econômico geral, somos de longe muito privilegiados. Mas tudo tem um custo e os indivíduos e empresas de hoje enfrentam uma realidade muito nova que precisa ser tratada imediatamente. Os desafios de hoje precisam de nossa atenção com uma nova abordagem para indivíduos e empresas sobreviverem e prosperarem, ao mesmo tempo em que fazem do mundo um ambiente sustentável para todos nós vivermos e funcionarmos confortavelmente. Como podemos, como coaches, gerar a visão, a liderança e o gênio para despertar nossa geração? O World Game é um movimento para criar um ponto de inflexão da consciência mundial e enfrentar os desafios do século XXI. Todos são convidados a participar e o movimento tem a intenção de estimular a paixão por ajudar os outros, compartilhando inspiração, esperança e positividade. Iniciado por coaches Erickson, o encontro mundial World Game tem o poder de se tornar muito maior! Se todo mundo joga, a humanidade vence. Nos dias 12 e 20 de abril de 2019, Coaches e especialistas de todo o mundo se reunirão em Antalya, na Turquia, para refletir sobre nosso papel e intenções como líderes e coaches no mundo do desenvolvimento de coaching internacional. Esta será uma das conferências mais importantes para os coaches do nosso tempo. Por que eu deveria participar da The World Game Conference? Primeiro, vamos olhar o mundo ao nosso redor. A maioria das pessoas até agora concorda que temos uma situação séria em torno de nós com uma série de questões globais. Assim, podemos concordar com a importância de temas como o aquecimento global, o desmatamento, o esgotamento dos recursos globais (especialmente nos mares), a extinção de várias formas de vida, a erosão do solo e os depósitos de plásticos nos mares, por exemplo. No entanto, os métodos tradicionais de solução de problemas não funcionam mais, porque nosso mundo se tornou cada vez mais complexo. Tais sistemas complexos não possuem estrutura de causa e efeito bem definida. Portanto, não há soluções bem definidas e, além disso, os sistemas estão mudando rapidamente. Se a solução tradicional de problemas for tentada, conseqüências não intencionais começam a surgir, resultando em problemas ainda maiores substituindo o problema original que foi resolvido. No entanto, precisamos cavar mais fundo e descobrir indicadores dos problemas atuais antes de podermos contemplar maneiras de encontrar soluções eficazes. Quando procuramos por indicadores básicos, podemos chegar ao seguinte: • O crescimento exponencial dos seres humanos desde o início da era industrial levou a uma população global total de 7,6 bilhões, em maio de 2018, atualmente crescendo exponencialmente com uma taxa de 1,09% / p.a. [fonte: Wikipedia] • Até o ano 2100, o número estimado de pessoas chegará a 11,2 bilhões [Fonte: Wikipedia] • Humanos com toda a vida baseada no carbono precisam de energia externa para operar e operar a vida diária. Usamos principalmente uma combinação de fótons solares de alta energia acumulados por plantas em uma base contínua combinada com combustíveis fósseis acumulados pela Terra no passado. Cada pessoa é um consumidor de energia, embora com várias taxas. O consumo de energia, especialmente em suas formas fósseis, causa a liberação de CO2 a taxas que contribuem de alguma forma para o aquecimento global, com suas conseqüências para os seres humanos, assim como para qualquer ecossistema vivo. • Tem sido apontado que coletivamente usamos mais recursos da Terra do que os fornecidos pela Terra de forma sustentável [fonte: Earth Overshoot Day]. • Nós 7,6 bilhões de humanos, atualmente usamos 1,7 vezes os recursos da Terra. • No entanto, existem grandes diferenças no uso de recursos entre os países. Por exemplo, um americano médio usa tanta energia quanto 2 japoneses, 6 mexicanos, 13 chineses, 31 indianos ou 370 etíopes [fonte: Universidade Estadual de Washington (em inglês)]. O Brasil ainda se encontra em situação privilegiada, mas as perspectivas são de rápida e permanente deterioração dos nossos recursos, se nada fizermos. • Se cada pessoa neste planeta usasse tantos recursos quanto um cidadão médio dos EUA usa, precisaríamos de quase 5 vezes os recursos da Terra. No lado dos resultados / efeitos da equação, a superpopulação, como documentado acima, leva a graves desconexões e paradoxos que permeiam todos os aspectos da nossa vida. Alguns dos paradoxos são bem descritos no livro de Otto Scharmer, Leading from the Emerging Future: • O paradoxo do crescimento infinito exigido pela teoria econômica atual versus o esgotamento de todos os tipos de recursos finitos da nossa Terra e o acúmulo de resíduos indesejados. • Disparidades de renda com extrema riqueza de um lado contra extrema pobreza de outro. • Bolha financeira de fluxos monetários especulativos vs economia real. • Vazio sistêmico da liderança versus as necessidades das pessoas com um senso compartilhado de criar resultados que ninguém quer. • Uma desconexão entre o Produto Interno Bruto (PIB) como medida e o real bem estar das pessoas. • Uma desconexão entre governança versus falta de voz e incapacidade de influenciar o sistema. Por exemplo, agricultores na Índia perdem direitos a sementes para uma multinacional Agro, levando à perda de confiança no sistema de governança. • A divisão entre a propriedade real e o melhor uso social dos recursos. • A desconexão entre a tecnologia e as necessidades reais das pessoas, por ex. empresas farmacêuticas que atendem às necessidades no topo, ignorando as necessidades dos que estão na parte inferior. Podemos ceder a essa situação e nos tornar deprimidos ou cínicos, ou podemos decidir que podemos fazer algo a respeito. Imaginem que todos nós acordamos amanhã com uma maior conscientização da situação e nos unimos com a intenção de encontrar maneiras de sair das atuais dificuldades da Humanidade neste planeta. Como isso seria? Nem precisamos acordar todos nós para essa consciência. Se uma certa porcentagem de pessoas adquirir essa consciência, combinada com determinação, uma abordagem focada na solução e em novas maneiras de resolver os problemas, a mudança seria inevitável. A questão para nós,

Promovendo a mudança global Read More »

Satisfação Coachinng Brasil é Maior

Satisfação com o coaching é maior no Brasil do que na média mundial, mas exigência pela qualificação do profissional também.

Pesquisa global aponta os principais benefícios do coaching para os brasileiros, comparados aos demais países Uma pesquisa realizada pela International Coach Federation (ICF) mostra que a satisfação com o coaching no Brasil supera os indicadores obtidos na média mundial, mas a exigência de certificação do coach profissional também é mais elevada. O estudo ouviu mais de 27 mil pessoas em 30 países, entre clientes e profissionais de coaching. Perguntados se sabem qual é o campo de atuação do coaching, 70% dos brasileiros responderam que sim, contra 66% da média mundial. O grau de participação neste processo também é maior no Brasil (52% dos entrevistados locais já receberam orientação de um coach, ante 35% nos outros países). Entre as pessoas que nunca passaram por um programa de coaching, 49% dos brasileiros dizem que pretendem experimentar o método (também acima da média mundial de 48%). Por sua vez, os que já foram atendidos por um coach revelam os objetivos que os levaram a procurar estes profissionais. Os motivos mais relevantes para os brasileiros são: otimizar o trabalho individual ou em equipe (46% no Brasil contra 40% no mundo); aumentar a produtividade (40% contra 38%); ampliar as oportunidades de carreira (37% contra 35%); aprimorar estratégias de gestão (34% contra 32%) e melhorar o equilíbrio entre carreira e vida (36% contra 34%). Ao listar os impactos do coaching em suas vidas ou carreiras, os brasileiros apontam a seguinte ordem: otimizou o desempenho individual ou em equipe (46% contra 38% no resto do mundo); aumentou a produtividade (44% contra 39%); aprimorou habilidades de comunicação (44% contra 42%) e ampliou oportunidades de carreira (34% contra 29%). Em suas avaliações sobre o coaching, 54% dos entrevistados brasileiros se declararam muito satisfeitos com o processo pelo qual passaram – contra 43% da média mundial. Por fim, 53% dos brasileiros que já passaram por este programa classificam como muito importante a certificação do coach profissional – contra 40% da média global. Entre os que nunca participaram de um processo de coaching, a percepção também é a mesma: 88% dos brasileiros consideram importante ou muito importante a certificação do coach profissional, contra 75% da média mundial. “Este estudo demonstra que os brasileiros estão mais satisfeitos com os processos de coaching do que em outros países, mas que também são mais exigentes com relação à formação do profissional. A soma destes dois fatores pode explicar porque o grau de satisfação é maior no Brasil”, analisa Iaci Rios, diretora da Erickson International no Brasil, escola especializada em formação em coaching. Sobre o Erickson International Fundado em 1980 no Canadá, o Erickson International é uma organização mundial de educação que oferece programas de formação em coaching e desenvolvimento humano em mais de 30 países, nos cinco continentes. No Brasil, o Erickson International é representado pela IMR Coaching, dirigida pela psicóloga Iaci Rios, que tem mais de 30 anos de carreira em Gestão de Recursos Humanos e Coaching Executivo.

Satisfação com o coaching é maior no Brasil do que na média mundial, mas exigência pela qualificação do profissional também. Read More »