Hoje temos muitos problemas!
Muitos desafios relativos à sociedade, ao clima e meio ambiente, à política, à economia, à saúde, às profissões, ao ambiente de trabalho, ao autodesenvolvimento, à educação dos filhos…
As mudanças exigem novos comportamentos, novas competências, novas carreiras, novos posicionamentos. A velocidade com que se cria e se veicula informação, gera stress! Hoje vivemos muito mais o culto ao dever do que o culto ao querer, o que gera exaustão. Não temos tempo para planejar, temos pouca visibilidade do futuro- temos que fazer tudo “em Beta”. E estamos sempre atrasados.
E quando temos problemas, pensamos neles, falamos sobre eles.
Berg e Szarbo, 2 psicólogos e pesquisadores constataram que, quanto mais falamos sobre problemas, mais presos aos problemas ficamos.
Ficar preso a problemas causa stress, ansiedade, angustia, baixa autoestima, depressão…
A depressão afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo dados da OMS. Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo: 9,3% da população sofre com o problema. Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.
E em meio a tanta pressão surgem as perguntas: e eu, nisso tudo? Qual meu papel aqui? Qual o meu valor aqui? O que eu quero?
As pessoas buscam apoio para essas reflexões.
Não é apenas o coaching que vem sendo muito procurado, mas também os profissionais que atuam na área de saúde mental.
Na sociedade de hoje, quando procuramos apoio e assistência pessoal, temos a sorte de descobrir que existem várias profissões e caminhos para escolher. Podemos recorrer a psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, consultores, conselheiros e mentores quando estamos trabalhando para encontrar ajuda no gerenciamento de diferentes áreas de nossa saúde, vidas e emoções. Todos têm uma abordagem única e valiosa para as conversas que têm com seus clientes, e todos são capazes de coexistir e apoiar-se nessa singularidade.
O campo e a profissão do coaching são relativamente novos.. Durante os anos 90, a profissão de Coach surgiu como um campo único em escala global.
A demanda por coaching e pela formação em coaching cresceu rapidamente e agora está disponível em todo o mundo. Como as outras profissões mencionadas, o coaching tem uma abordagem, estrutura e valor exclusivos para seus clientes. É completamente separado do aconselhamento e da psicoterapia, fornecendo um tipo diferente de apoio para o desenvolvimento e gerenciamento de áreas de nossas vidas.
Mas atenção, Coaches!! existem situações onde o Coach não está capacitado para atuar e apoiar uma pessoa.
Segundo orientação da ICF- International Coach Federation, existem situações em que o Coach deve encaminhar a pessoa para outro profissional- um psicólogo ou psiquiatra.
Quando?
1.Quando a pessoa estiver com seu funcionamento diário afetado, como: cuidados pessoais, distúrbios importantes de alimentação, abuso de substâncias como álcool e outras, sua vida profissional fora de controle, dificuldades de cuidados com a casa, com a família, com o lazer, problemas para dormir, ou estiver apresentando muita dificuldade de seguir em frente no processo de coaching- não evoluindo.
2.Situações de emergência: quando o Coach acredita/percebe que seu cliente está no risco iminente de agressão a sí mesmo ou a outros, ou quando o Coach percebe o risco, mas fica inseguro sobre ser ou não iminente. Em caso de risco iminente, até se recomenda o acionamento dos sistemas de apoio do município. O Coach deve ter esses contatos em mãos.
Mas, para a grande maioria das situações, eu realmente percebo que o Coaching ocupa um lugar de apoiar as pessoas na criação de um tempo e um espaço para se conectarem consigo mesmas e descobrirem seu lugar no meio desse mundo tão efervescente!




